Detecção de transgenes em variedades crioulas e comerciais de milho no Território da Borborema, Paraíba.

  • SILVA, Emanoel Dias Assessores Técnicos AS-PTA (Agricultura Familiar e Agroecologia)
  • FERNANDES, Gabriel Bianconi Assessores Técnicos AS-PTA (Agricultura Familiar e Agroecologia)
  • OLIVEIRA, Jarcira Assessores Técnicos AS-PTA (Agricultura Familiar e Agroecologia)
  • SILVA, Ana Eliza Oliveira Universidade Estadual da Paraíba
  • SILVA, Daniel Ferreira Universidade Federal da Paraíba
Palavras-chave: monitoramento, sementes da paixão, transgênicos, agricultura familiar

Resumo

Essa experiência foi articulada pela Rede de Bancos Comunitários de Sementes no Território
da Borborema, Paraíba, em conjunto com famílias agriculturas integradas à Campanha
“Não planto transgênicos para Não apagar minha história”. Com o objetivo de identificar a
contaminação do milho crioulo e comercial por proteínas transgênicas, foram realizados, entre
2016 e 2017, testes com tiras imunocromatográficas em amostras de milho adquiridas de
fontes comumente acessadas pelas famílias agricultoras da região. As análises identificaram
70 amostras de milho contaminadas (36%), em sua grande maioria materiais que já chegaram
às mãos das famílias contaminadas. 120 amostras de milho crioulo (64%) vindas de bancos
comunitários de sementes apresentaram resultado negativo para a contaminação. Conclui-se
que esse alto índice de contaminação aconteceu em virtude dos efeitos negativos de uma das
maiores seca vivenciadas em anos seguidos em toda região semiárida, provocando baixa produção
de estoques de milho e, consequentemente, maior demanda por material vindo de fora.
Os testes de fita tiveram seus Resultados confirmados por análise molecular, apresentando-
-se como importante ferramenta para monitoramento a campo da qualidade das sementes.
Por fim, diante do avanço dos transgênicos na região, a gestão coletiva das sementes tem se
reafirmado processo eficaz para a conservação da diversidade genética do milho.

Publicado
2018-08-23