Utilização de Armadilha tipo Pet para Captura de Insetos-Praga na Cultura do Maracujá

  • Lívia Tálita da Silva CARVALHO UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DA AMAZÔNIA
  • Fabricio do Carmo FARIAS
  • Alexandre de SOUZA
  • Alasse Oliveira da SILVA
  • Daiane Pantoja de SOUZA
Palavras-chave: Coleta Passiva, Entomofauna, Reutilização, Passiflora spp.

Resumo

O maracujazeiro (Passiflora spp.) hospeda grande diversidade de insetos. Algumas espécies podem causar injúrias capazes de provocar danos econômicos, por reduzir a produção de frutos e até mesmo levar as plantas à morte. Objetivou-se com esse trabalho efetuar o monitoramento das principais pragas do maracujazeiro por meio do uso de armadilhas de diferentes cores. O trabalho foi conduzido em campo no mês de março de 2017, na Fazenda Experimental da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), para realização das capturas utilizou-se a armadilha do tipo PET, com duas diferentes cores (branca e verde). Foram capturarados 10598 indivíduos, e identificadas 5 ordens; Hymenoptera, Lepidoptera, Coleoptera, Diptera e Hemiptera. A ordem que apresentou maior abundância foi a Hymenoptera com 9719 indivíduos. A família Formicidae apresentou uma grande riqueza populacional nas duas repetições, enquanto na segunda repetição (B2 e V2) observou-se maior pico de densidade populacional na família Apidae. A distribuição das espécies mais frequentes nos intervalos de coletas indica uma riqueza populacional de 137 indivíduos para abelha (T. spinipes) no segundo dia de coleta na armadilha V2. Já para Mosca-do-fruto (C.capitata e A. pseudoparallela) que também são pragas que causam muitos prejuízos econômicos para produtores de maracujá, ocorreu o inverso, a maior riqueza encontrada foi no segundo dia de coleta na armadilha B2. Esses resultados demonstraram que o novo modelo de armadilha é eficiente na captura de insetos, sugerindo mais um destino útil para essas embalagens.

Publicado
2018-12-29
Seção
AGROECOL - Sementes e Propágulos de Base Agroecológica