GUARDIÃS DE SEMENTES CRIOULAS DO ALTO SERTÃO DE SERGIPE: MULHERES QUE PRODUZEM SOBERANIA ALIMENTAR

  • Thaís Moura dos SANTOS UFS
  • Eraldo da Silva RAMOS FILHO UFS
Palavras-chave: sementes crioulas, guardiãs das sementes, soberania alimentar, Alto Sertão Sergipano

Resumo

As sementes, enquanto bem comum da humanidade, é um tema que deve perpassar todas as discussões relacionadas à Soberania Alimentar, visto que, é impossível pensar a produção de alimentos sem a existência das mesmas. Na agricultura química postulada pelo agronegócio, às sementes tornaram-se mercadorias patenteadas e geneticamente modificadas, no processo crescente de privatização da natureza que decorre desse modelo agrícola. Nesse interim, a disputa para manter as sementes sob o poder dos sujeitos que trabalham a terra tem sido conduzida por sujeitos em todo mundo, sobretudo pelas mulheres, são elas que carregam consigo conhecimentos empíricas, ligadas ao plantio, colheita e armazenamento das sementes, por elas, também, são realizadas trocas de sementes, mudas e práticas, aumentando assim a diversidade genética e sem custos econômicos. No Alto Sertão sergipano, as mulheres protagonizam esse processo de resistência, fazendo dos seus quintais e/ou terreiros um território fértil para produção da Soberania Alimentar.

Publicado
2020-05-13
Seção
CIFA - Feminismo, Agroecologia e Soberania Alimentar