CADERNETAS AGROECOLÓGICAS E FEMINISMO: O TRABALHO E A RENDA DAS AGRICULTORAS E EXTRATIVISTAS DA AMAZÔNIA PARAENSE SE TORNAM VISÍVEIS

  • Andreia Cristine SCALABRIN
  • Aldebaran do Socorro Farias de MOURA
  • Beatriz da Luz CRUZ
  • Jaqueline Felipe dos SANTOS
  • Maria das Graças de Figueiredo COSTA
  • Mylena dos Santos SANTANA
Palavras-chave: Agroecologia, Gênero, Mulheres empoderadas, Quintais agroecológicos

Resumo

O objetivo é demonstrar que os espaços protagonizados pelas mulheres da Amazônia paraense geram diversidade de alimentos e renda às suas famílias. A visibilidade do real papel das agricultoras na agricultura e na economia é necessária, já que o trabalho delas está inserido nas atividades produtivas e não produtivas, agrícolas e não agrícolas gerando sustentabilidade, diversidade produtiva, soberania, segurança alimentar e nutricional e renda. O estudo foi desenvolvido em 5 municípios do Estado do Pará por meio do monitoramento de 30 agricultoras com o preenchimento da Caderneta Agroecológica (CA) e aplicação de um questionário socioeconômico. Observou-se grande biodiversidade nas áreas, sendo conferidas aproximadamente 140 espécies vegetais e animais, mais produtos transformados em alimentos, bem como a viabilização da renda. Além de evidenciar que a CA é uma ferramenta que contribui na construção da autonomia, na reprodução e existência das famílias e na visibilidade do trabalho e da renda.

Publicado
2020-05-11