Casas de Sementes Comunitárias: relato de Experiência da Comunidade do Riacho do Meio, no Município de Choró-CE

  • Paula Andréia Bezerra Insaurralde Universidade Federa do Ceará, doutoranda do Programa Desenvolvimento e Meio Ambiente PRODEMA
  • Maria Jardenes Matos Mestra em Sociobiodiversidade e Tecnologias Sustentáveis pela Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB)
  • Aline Carvalho Oliveira Instituto Federal do Ceará, Departamento de Química e Meio Ambiente, professora efetiva
  • Antonia Julliana Sarafim Bezerra Universidade Federa do Ceará, doutoranda do Programa Desenvolvimento e Meio Ambiente PRODEMA
Palavras-chave: Segurança Alimentar; Autonomia; Preservação

Resumo

Pelas mãos das mulheres, há aproximadamente 10.000 anos surgiu a agricultura, que ao longo dos anos foi sendo praticada e melhorada pelos agricultores e agricultoras, através da observação da natureza e da experimentação empírica, onde foram adaptando variedades de sementes no mundo. A agroecologia apresenta-se como uma alternativa ao modelo de desenvolvimento capitalista, especialmente, em relação ao problema do monopólio da venda das sementes pelas multinacionais e a perda da agrobiodiversidade. Este trabalho tem o objetivo de relatar a experiência da Casa de Sementes da Comunidade do Riacho do Meio, localizada no Município de Choró-CE. Na busca da autonomia diante da política estatal de distribuição de sementes, surge em 2003 a casa de sementes dos agricultores e agricultoras do Riacho do Meio. Nela se encontram adequadamente armazenadas as sementes que serão utilizadas nos próximos cultivos. As Casas de sementes exercem papel importante na preservação do resgate não apenas das sementes, mas da cultura popular que resiste em preservar as sementes crioulas.

Publicado
2020-11-25