Restauração de Pastagens do Pantanal por Meio do Banco de Sementes e Introdução de Forrageiras Nativas

  • Sandra Aparecida Santos Embrapa Pantanal
  • Evaldo Luis Cardoso
  • Marivaine Brasil
  • Alex Fleitas
  • Balbina Maria Soriano
  • Luísa Melville
  • João Carlos Garcia
Palavras-chave: pastagem nativa, recuperação de pastagens, resiliência

Resumo

No Pantanal, pastagens nativas de áreas não inundáveis situadas em solos arenosos e pobres estão degradadas ou em degradação. No estágio de degradação há a perda da resiliência necessitando de introdução de forrageiras. Este trabalho objetivou recuperar pastagens nativas degradadas da fazenda Nhumirim, sub-região da Nhecolândia, MS com a reintrodução de duas espécies de gramíneas: grama-do-cerrado (Mesosetum chaseae) e a grama-tio-pedro (Paspalum oteroi). Ambas as espécies foram plantadas por meio de mudas colhidas na fazenda no início de janeiro de 2016. O delineamento foi inteiramente casualizado com quatro repetições. No final de março de 2016 e de 2017 foram avaliados o percentual de cobertura das espécies chaves, outras plantas, a massa forrageira (kg de MS/há) e percentual de proteína bruta (PB). Observou-se que ambas as espécies dominaram a cobertura do solo no primeiro ano e manteve-se no segundo ano. Houve diferença significativa da massa forrageira entre anos, mas não entre espécies. A grama-do-cerrado apresentou maior valor proteico em ambos os anos e a grama-tio-pedro apresentou melhor uniformidade na cobertura. As plantas colonizadoras também colaboraram com a cobertura do solo. O estudo mostra que ambas as espécies introduzidas para recuperação das pastagens degradadas têm grande potencial para recuperação dessas áreas. Dentre as espécies, a grama-tio-pedro mostrou cobertura mais uniforme sobre o solo.

Publicado
2019-01-05
Seção
AGROECOL - Manejo de Agroecossistemas Sustentáveis