Desempenho na eclosão de cistos de crustáceo Dendrocephalus brasiliensis

  • Angelica Christina Melo Nunes Astolfi Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
  • Jaqueline da Silva SANTOS
  • Montcharles da Silva PONTES
  • William Marcos da SILVA
Palavras-chave: branchoneta, cistos de resistência, aquacultura, alimento vivo

Resumo

Resumo: Visando produzir alimentos vivos para aquicultura é necessário a utilização de espécies que apresentem determinadas características como elevado teor protéico, produção de biomassa e rusticidade; nesse contexto podemos citar o crustáceo Dendrocephalus brasiliensis que atende a essas características. Mas para garantir a alta produtividade é necessário desenvolver estudos que determinem quais as melhores condições para o cultivo da espécie. Assim, este trabalho teve como objetivo avaliar o desempenho na eclosão de cistos de D. brasiliensis em diferentes condições visando gerar tecnologias que melhorem o desempenho da produção da espécie. Para a realização dos testes acondicionamos os cistos em tubos de vidro, num total de 10 cistos/tubo. Cada tratamento foi composto de 30 cistos em 3 repetições, num total de 15 tratamentos. Os tratamentos variaram quanto ao pH e temperatura, sendo 5 variações de pH (3, 4, 7, 8 e 9) e 3 variações de temperatura, os tubos contendo os diferentes tratamentos foram dispostos em 3 béquers envoltos em papel alumínio para contenção da luminosidade, um dos béquers foi deixado em ambiente com temperatura constante (20°C), outro foi acondicionado em béquer com termostato (25°C) e o terceiro em B.O.D (30°C). De maneira geral um das características da espécie é a baixa eficiência na eclosão, porém nossos resultados mostraram taxa de eclosão inferior a 1,5%, e apesar das variações nas condições não houve diferença estatística entre os tratamentos. Concluímos assim que as condições testadas não são as ideais para a eclosão de D. brasiliensis, e, que há necessidade de novos testes.

Publicado
2018-12-28