Análise quantitativa da fragmentação florestal na bacia hidrográfica do rio Inocência-MS, utilizando Métricas de Paisagem

  • Marcos Antônio de Almeida Rodrigues Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais
  • Sónia Maria Carvalho-Ribeiro Universidade Federal de Minas Gerais
Palavras-chave: Ecologia de paisagem., Fragmentação da paisagem., Métricas estatísticas.

Resumo

A Ecologia de Paisagem constitui uma ciência que oferece ferramentas como as métricas da paisagem para quantificar o padrão espacial no sentido de fornecer subsídios à gestão. O objetivo deste trabalho foi analisar o grau de fragmentação florestal da bacia hidrográfica do rio Inocência-MS, por meio de métricas de paisagem. Para isso, foram utilizadas as seguintes métricas: Patch Area (AREA), Largest Patch Index (LPI), Mean (AREA_MN), Standard Deviation (Area_SD) e Total Area (CA/TA). O cálculo das métricas foi realizado no software Fragstats 4.2. Como resultado, verificou-se que a bacia possui área de 2.686.000,00 hectares, sendo que 683.474,490 ha correspondem a vegetação nativa, o que representa um percentual de 25,45 %. No total, foram contabilizados 1998 fragmentos florestais na bacia, sendo que a área do menor fragmento corresponde a 0,090ha, e a do maior, 226.554,570 ha, com média de 342,079 ha e desvio padrão de 5.526,759 ha. Esses dados revelaram elevada variação nos valores de área dos fragmentos, e ainda, que a grande maioria possui área relativamente pequena, com valores próximos ao verificado para a menor mancha. Isso implica que a bacia do rio Inocência possui alto nível de fragmentação florestal. Fragmentação da paisagem está associada a inúmeros problemas ambientais como perda de solo e outros serviços ecossistêmicos como biodiversidade. Ameaças à biodiversidade estão associadas, por exemplo, a locomoção dos animais, influenciando na busca por alimentos e na troca de fluxo gênico. Diante disso, pode-se afirmar que a bacia do rio Inocência carece de medidas que visem a conservação dos remanescentes florestais.

Publicado
2020-03-31