Temperatura e umidade do solo coberto com resíduos vegetais na produção de hortaliças agroecológicas

  • Nancy Aidé Cordonas Casas Universidade Federal de Viçosa
  • Irene Maria Cardoso Universidade Federal de Viçosa
  • Rafael da Silva Teixeira Universidade Federal de Viçosa
Palavras-chave: Agricultura familiar., Alface., Mulch.

Resumo

A cobertura com resíduos vegetais consegue amortecer as mudanças drásticas de temperatura e umidade na camada superficial do solo. Apesar dos benefícios, nos sistemas de produção familiar de hortaliças agroecológicas essa prática ainda é pouco utilizada. Estudar os resíduos vegetais disponíveis nesses sistemas poderia contribuir para incentivar seu uso como cobertura. Objetivou-se analisar in situ e com a participação dos agricultores a temperatura e a umidade do solo sob o efeito de diferentes tipos de resíduos vegetais na produção de alface. Os resíduos consistiram em serapilheira de bambu, serapilheira de capoeira, palhada de grama e pseudocaule e folhas de bananeira. Os resíduos foram colocados em canteiros de m2 com mudas de alface lisa a 0,3 m de distancia. O desenho do experimento foi em blocos ao acaso com três repetições. Foram realizadas 10 medições de temperatura e umidade do solo durante um ciclo de produção de alface. A temperatura do solo foi mensurada a 5 cm da superfície e foi analisada a umidade na base gravimétrica. Aos 45 dias foi avaliada a produtividade de alface pelo número de folhas, diâmetro de cabeça, massa da matéria seca e fresca. A produção de alface foi similar no cultivo com e sem cobertura. Todas as coberturas conseguiram diminuir a temperatura do solo em aproximadamente 4º C e aumentaram a umidade em aproximadamente 23% em relação ao controle sem cobertura. O uso de coberturas não prejudicou a produção de alface e, portanto pode-se recomendar seu uso em sistemas de produção de hortaliças agroecológicas.

Publicado
2020-04-08