GÊNERO, TERRITÓRIO E AGROECOLOGIA: AS GUARDIÃS DA VIDA NOS QUINTAIS EM TRANSIÇÃO AGROECOLÓGICA DO ASSENTAMENTO BERNARDO MARIN II

  • Jardel Sousa da SILVA UECE
  • Camila Dutra dos SANTOS UECE
Palavras-chave: gênero, quintais agroecológicos, terrtório, assentamento Bernardo Marin II

Resumo

Historicamente, as estruturas sociais misóginas inibiram a participação das mulheres nos mais variados espaços de poder. A partir de uma série de conquistas, estas vêm ocupando os mais variados territórios, na busca de garantir a igualdade dos seus direitos. No campo, o trabalho da mulher camponesa, se territorializa na roça, na casa, nos quintais agroecológicos ou em transição. Desse modo, nos propomos a compreender os territórios/territorialidades que se formam a partir do trabalho das mulheres sob a perspectiva da agroecologia. Nesse sentido, refletimos estas discussões no Assentamento Bernardo Marin II (Russas/CE). Para a realização da pesquisa trilhamos alguns caminhos, como levantamento bibliográfico, trabalhos de campo e conversas com as mulheres que construíram conosco este trabalho. A partir do estudo, ficou evidente que a luta, a resistência, o cotidiano e o trabalho da mulher camponesa revela-se de extrema importância para o território, configurando-as como guardiãs e mantenedoras dos quintais agroecológicos.

Publicado
2020-05-13
Seção
CIFA - Feminismo e Agroecologia: quais sujeitos políticos?