Oficinas sobre plantas alimentícias não convencionais com Mulheres do Município de Bom Retiro do Sul/RS

  • Letícia Mairesse Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS), Mestranda PPGAS
  • Tania Schmitt de Queiroz Stein EMATER/RS-ASCAR - Extensionista Rural Social – Nutricionista –– Estrela/RS
  • Elaine Biondo Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS), Professora Adjunta
Palavras-chave: Agrobiodiversidade. Alimentação. Resgate.

Resumo

Para uma alimentação diária de qualidade é possível inserir produtos da agrobiodiversidade, como “Plantas Alimentícias Não Convencionais” (PANC) e “variedades crioulas”, que podem ser consumidas em diversas preparações e também in natura. Em muitos lares as mulheres são responsáveis pelo preparo dos alimentos fazendo o cultivo em quintais, tradição que perpassa gerações, ressaltando sua importância na conservação dessas variedades e saberes. Com a modernidade e também com o processo de seleção e melhoramento genético, muitas plantas, já cultivadas e consumidas, ficaram no esquecimento. Diante dessa problemática, foi proposta, a discussão sobre o conhecimento e consumo destas plantas com participantes do serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF) do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) de Bom Retiro do Sul, no Vale do Taquari/RS. Foram realizadas oficinas com apresentação teórica e identificação botânica das PANC, objetivando contribuir para uma alimentação saudável e diversificada, que promovesse um resgate de plantas que já fizeram parte da cultura alimentar das famílias. A discussão sobre o aproveitamento dos benefícios aconteceu por meio da tradição popular e de receitas culinárias preparadas durante dois dias de oficina, tendo em média, 60 pessoas. Procurou-se incentivar, além do consumo, o cultivo e preservação das espécies. A oficina proporcionou a abertura do diálogo para troca de saberes, além de contribuir para conservação da agrobiodiversidade.

Publicado
2020-12-02