EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA E AGROECOLOGIA: A PARTIR DE UMA PERSPECTIVA INTERSECCIONAL

  • Aikis Fernandes Santos da Silva
  • Marcela Tiyoko Passos Kondo
Palavras-chave: Equidade de gênero; Feminismo; Formação; Projeto de Extensão.

Resumo

As mulheres, normalmente, devido a construção social, ficam responsáveis pelas demandas dos
espaços privados, ficando assim dependente do Estado, da sociedade e dos homens. A
agroecologia levanta a bandeira do feminismo, embora, ainda, muitas são as barreiras dentro
desse ponto que precisam ser discutidas. Em todo o Brasil, nas universidades públicas é possível
encontrar grupos de agroecologia. No entanto, ainda são invisibilizados os trabalhos referentes
a esses grupos e menor ainda os que abordam o gênero e a divisão de trabalho dentro desses
projetos. O trabalho a seguir buscou entender, de forma interseccional, as questões de gênero e
a divisão de trabalho dentro de um grupo de extensão em agroecologia chamado Gira-Sol, que
atua na UNESP de Rio Claro há 14 anos. Neste foi aplicado um formulário para as/os integrantes
atuais e antigos e, com isso, foi possível entender quem são as mulheres que compõem o grupo
e quais as barreiras que eles precisam ultrapassar. Além disso, foi possível observar a percepção
que elas possuem em relação ao machismo produzido pelos companheiros. Espera-se com esse
trabalho uma contribuição para discutir sobre a descrição do atual contexto agroecológico
acadêmico, relatando uma das muitas realidades dos grupos de agroecologia nas universidades
e como se dá a participação das mulheres nestes.

Publicado
2021-07-14
Seção
Trabalhos apresentados sobre Mulheres, Feminismos e Agroecologia