Diálogos agroecológicos sobre conservação e uso de recursos genéticos e segurança alimentar – Povo A’uwe Uptabi
Palavras-chave:
povo indígena, conhecimento agroecológico, troca de informaçãoResumo
O povo indígena A’uwe Uptabi (gente verdadeira), mais conhecido como Xavante, vive na
região leste do Mato Grosso, no bioma Cerrado e pertencem a família Macro Jê, atualmente
com cerca de 18.000 pessoas1. O projeto Tsirâpré Wahõimonadzé foi planejado junto aos indígenas
desta aldeia usando métodos participativos de planejamento que facilita a interação
e compreensão dos aprendizes (como são chamados os participantes diretos do projeto). O
projeto se originou de reflexões sobre a problemática das mudanças ambientais, alimentares
e culturais vislumbrando necessidades de fortalecimentos das práticas tradicionais e de obterem
novos conhecimentos. Destas reflexões surgiu diversas ideias e entre elas a de realizar
com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa um momento de diálogo
agroecológico no formato de curso. Assim foi estruturado o curso “Diálogos agroecológicos
sobre conservação e uso de recursos genéticos e segurança alimentar”, do qual participaram
todos no contexto de aprendizes, o grupo Xavante, os pesquisadores da Embrapa, técnico de
Comunidade que Sustenta Agricultura (CSA) e outros. Embasados em bibliografia relacionada
e na vivência das próprias autoras, participantes deste processo, foram organizadas informações
aqui descritas sobre esta experiência. De forma geral ela permitiu uma reflexão sobre os
desafios da segurança alimentar e conservação ambiental no contexto do manejo de sistemas
agroecológicos e da importância da conservação da diversidade genética cultivada para o
equilíbrio dinâmico dos sistemas agrícolas tradicionais.